Comportamentos prejudiciais dentro da Organização

Ultimamente, tenho analisado e relatado da importância do bem estar do colaborador dentro de uma organização, o quanto é importante ter a colaboração de uma liderança que tenha pulso firme para liderar em todas as situações, não existe uma empresa 100% estruturada emocionalmente, mas pode existir a estrutura emocional adequada para viver bem dentro de uma empresa, o que venho percebido é que geralmente os próprios colaboradores colocam culpa em suas lideranças, que eles que tem que mudar, mas não percebem que eles mesmo não colaboram, e mantem um comportamento difícil.Como podemos lidar com tais comportamentos que dificultam a convivência humana? Porque certo comportamento dentro de uma organização pode ser tão prejudicial aos outros colaboradores e no rendimento da empresa, e primeiramente coloco em questão o quanto é importante ter uma boa liderança, para poder lidar com comportamentos que podem levar uma organização há falência. Mas vejamos os tipos de comportamentos que podem existir dentro da organização.

O Insatisfeito

Comportamento encontrado em ambos sexos, sendo mais frequentes nas mulheres, são pessoas que costumam reclamar excessivamente, gostam de apontar falhas nos outros e culpam a todos, chefes e colegas de trabalho, pelas falhas, nunca admitindo seus próprios erros. São pessoas autoritárias e têm problemas de aceitar hierarquia e autoridade, fazendo muitas intrigas, revela uma pessoa que tenha uma falsa postura submissa e são muito emocionais, choram com facilidade e tem tendência a fazer “tempestade” em copo d’água. Geralmente sempre se passa por vítimas, tendo dificuldade de relacionamento interpessoal por serem excessivamente críticas. Apesar de serem extrovertidas, não trabalham bem em equipe e falam excessivamente.

O controlador

Geralmente é mais frequente em homens, mas podendo apresentar em mulheres também, normalmente são pessoas excessivamente organizadas, presas a detalhes e perfeccionistas. Na empresa, são profissionais eficientes, porém, não eficazes, pois gastam esforço e tempo realizando com “perfeição” tarefas que nem precisariam estar sendo realizadas. Tendo dificuldade com relacionamentos, de liderança e de trabalho em equipe, não delegam tarefas e exigem perfeição de todos, geralmente são introspectivos e muitas vezes depressivos.

O manipulador

Este comportamento também é encontrado mais em homens do que mulheres. São pessoas normalmente inteligentes, sedutoras e comunicativas. Utilizam estas habilidades para envolver as pessoas e atingir seus objetivos pessoais, valendo qualquer coisa para realizar seus propósitos. Estes profissionais costumam ser vistos com “Bons Olhos” pelas organizações, pois passam a ideia de serem competentes. Costumam conquistar posição de chefia, uma vez que são líderes carismáticos e articulados. São um dos tipos mais perigosos para as organizações, em razão de terem grande poder de persuasão e influencia. São egoístas, frios e seus objetivos nem sempre estão de acordo com os das organizações, neste caso, não tem o menor constrangimento em prejudicar a empresa e seus colegas de trabalho, se isto servir a seus interesses.

O paranoico

É um comportamento comum tanto em homens como em mulheres. São pessoas com manias de perseguição, megalomaníacas e provocam intrigas e confusão, tendo dificuldade sociais e de relacionamento. Suas histórias normalmente são bem construídas e elaboradas, por isto as pessoas desavisadas acreditam facilmente em suas invenções. Estas pessoas têm grande disposição para gerar conflitos, por isto seu comportamento normalmente cria desunião e desmotivação nos setores em que trabalham. Acreditam de fato que todos os perseguem, consequentemente, é praticamente impossível manter harmonia com estas pessoas.

O instável

É um comportamento comum para ambos os sexos, são pessoas que mudam de maneira frequente e radical seus estados de espíritos. Oscilam entre a euforia e a depressão sem motivo aparente ou relevante. Suas instabilidades geram desconforto para todos que convivem com este profissional na organização. Apresentam produtividade variável, em função do estado psicológico em que se encontram, tendo dificuldades de relacionamentos estáveis.

 

O excêntrico

É um comportamento que incidem tanto em homens quanto nas mulheres, são pessoas com comportamento estranho, antissocial, demonstrando atitudes esquisitas e são introspectivos, costumam imaginar coisas. Dentro das organizações elas tem dificuldade de socialização e adaptação, e por isto não trabalham bem em equipe, nem tem condições de assumir responsabilidade de chefia. Seu comportamento excêntrico e, às vezes, até bizarro, acaba por torna-las pessoas diferentes das demais, isolando-as mais ainda.

Como lidar com estes profissionais?

Analisando todos estes perfis, temos que ter consciência que não mudamos de um dia para o outro, que para ter mudança tem um processo, por isso que os responsáveis do setor de Recursos Humanos (RH) das organizações é preciso compreender que dificilmente poderá mudar estas pessoas, mas é necessário identificar estes profissionais “problemáticos” e fazer uma avaliação do nível de desajuste em seus comportamentos, ou seja, tentar elaborar esses comportamentos para o melhor da empresa, pensando em possibilidades para manter esses funcionários na empresa, mas apenas se o nível de comprometimento for aceitável, e mesmo assim, é preciso ter muita atenção, sempre acompanhando o colaborador e se for necessário até um tratamento.É preciso ter consciência que estes funcionários são extremamente trabalhosos para as organizações, e as consequências destes comportamentos gera conflitos e intrigas e a empresa não pode deixar passar (ignorar) esta situação, tem que administrar estes conflitos, assim, evitará de perder os talentos e a produtividade na empresa, porque muitos profissionais competentes não conseguirão conviver com eles, e buscarão sair da organização em função dos conflitos e intrigas causados pelos funcionários problemas. Então, o que seria necessário estar fazendo, que as empresas que passam por estes tipos de situações, pensam como um assunto estratégico a ser resolvido, buscando diversos tipos de soluções, que seja o melhor para o desenvolvimento do colaborador, o que não pode acontecer é a aceitação e a manutenção destes colaboradores dentro da empresa, criando conflitos e prejudicando aos colegas de trabalho e a empresa como todo. Não podemos nos acomodar com as situações, uma empresa para ser evolutiva, tem que ter profissionais bons, que tenham caráter, respeito com próximo e domínio no assunto, melhor perder o medo e enfrentar o problema, antes que seja tarde demais.

Texto de Suélyn Nakumo, publicado originalmente em LinkedIn.

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